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Uma cobertura completa: o olhar humano, ambiental e econômico sobre a tragédia em MG

O site de notícias Brasil de Fato foi um dos raros veículos de comunicação que investiu pesado na cobertura in loco do rompimento das barragens no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. No dia seguinte ao acidente, o site – que publica também um jornal impresso semanal que circula nas principais cidades brasileiras – enviou para o local uma equipe de jornalistas. E, ao contrário dos jornalões e das emissoras de TV e rádio das mídias comerciais, a cobertura do Brasil de Fato buscou olhar todos os lados da tragédia, o humano, o ambiental e o econômico. E, desde o início, deu nome aos responsáveis: “as barragens de Fundão e Santarém eram de responsabilidade da empresa Samarco, que tem 50% de suas ações nas mãos da Vale, a terceira maior mineradora do mundo. A outra metade pertence à australiana BHP Billiton, a segunda maior do mundo”, afirmou.

Conferira:

– Rompimento de barragens é responsabilidade das empresas, afirmam organizações sociais

Sindicato e movimento contra miberação apontam que ‘lógica do lucro’ está acima da vida dos trabalhadores e da comunidade; Para eles, tragédia poderia ter sido evitada.

– Rompimento de barragens da Samarco “não é um acidente”, diz membro do MAM

Marcio Zonta diz que vistoria nas barragens não é feita pelo órgão público, mas exclusivamente pelas empresas, que a fazem “conforme sua lucratividade não seja abalada”.

DESTAQUE

Fim da bolha das commodities minerais obriga Brasil a repensar seu papel no mercado mundial

Informações e reflexões do professor Iran F. Machado (foto) sobre o atual declínio das commodities minerais no mercado mundial integram a primeira edição do Caderno de Debates Longevidade ADunicamp

– A lama da Samarco e o jornalismo que não dá nome aos bois

Por trás da lama da Samarco afirma-se o gosto amargo de um jornalismo subserviente, a serviço do mercado. Dezenas de pessoas estão desaparecidas em Mariana (MG).

– Lama da Samarco: biólogo aponta impacto por 100 anos na vida marinha

O biólogo André Ruschi, diretor da escola Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi, em Aracruz (ES), defende o fechamento da Samarco, mineradora responsável pelo rompimento da barragem de resíduos em Mariana (MG).

– Em fórum de mineração, secretário mineiro diz que Samarco foi “vítima do rompimento”

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso disse ainda que a fiscalização ambiental precisa deixar de ser realizada pelo Estado e passar a ser responsabilidade da iniciativa privada.

– “Mariana corre risco de se tornar uma cidade com solo infértil”, diz pesquisador

Após a tragédia, caso a lama permaneça “onde está, naquela região por muito tempo não vai nascer nada, não vai se plantar nada. O rejeito anda pode assorear a calha dos rios”, conclui professor da UFRJ.

– Mar de Lama atinge Governador Valadares (MG) e deixa cidade sem água

Em nota, prefeitura diz que enviou plano de emergência ao governo do estado e à Samarco; colapso deve durar pelo menos um mês. 

– Rompimento das barragens da Samarco “desmascara discurso de que as práticas de mineração são bem feitas”, diz ambientalista

Gustavo Gazzinelli acredita que os movimentos populares vão reagir contra a Vale e novo Código de Mineração em um processo de mobilização similar às jornadas de Junho, em 2013.

– Ato no Rio denuncia responsabilidade da Vale em Mariana (MG)

Em frente ao prédio da mineradora, manifestantes rejeitaram hipótese de apenas acidente

 

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  1. Pingback: Solo atingido por lama em Mariana está morto para agricultura, diz Embrapa

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